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Agronegócio3 min de leitura

Crise na Suinocultura: Custo de Produção Supera Preço de Venda e Preocupa Produtores em Toledo e no Paraná

Boletim do Deral aponta que produtores recebem menos do que o custo para produzir suínos e aves no Paraná. A alta nos preços de insumos como milho e soja afeta diretamente a economia de Toledo.

Por Redação Gazeta e RegiãoPublicado em 29 de outubro de 2026 às 13:48
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Instalações de granja suinícola moderna na região oeste do Paraná com foco na produção agropecuária
Produtores da região de Toledo enfrentam margens negativas com o aumento nos custos de ração e queda no valor pago pelo suíno vivo.Classificados Toledo

A suinocultura paranaense atravessa um momento de severas dificuldades financeiras, impulsionada por uma queda expressiva nos preços pagos aos produtores e pela alta acentuada nos custos de produção. Os dados foram divulgados pelo Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O cenário de alerta repercute diretamente em Toledo e nos demais municípios do Oeste do Paraná, cuja economia agropecuária tem nas cadeias de proteína animal pilares fundamentais de sustentação e desenvolvimento.

De acordo com o levantamento oficial, o custo médio para a produção de suíno vivo no estado atingiu R$ 6,13 por quilo em setembro, o que representa um incremento de 2,85% em relação a agosto e de 6,24% na comparação com o mesmo mês de 2025. Em contrapartida, o valor médio recebido pelos criadores despencou para R$ 5,17 por quilo, configurando uma redução de 27,79% frente aos R$ 7,16 pagos no ano passado. Com essa discrepância, a remuneração do produtor fica 15,66% abaixo do custo médio da atividade, gerando um prejuízo operacional de R$ 0,96 por quilo comercializado.

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O principal motor dessa alta nos custos é o encarecimento da nutrição animal, item que responde por 71,45% das despesas totais na suinocultura paranaense. Em setembro, os gastos com ração chegaram a R$ 4,38 por quilo produzido, alta de 10,61% em um ano. O milho, ingrediente essencial das rações, atingiu a média de R$ 66,43 por saca de 60 quilos, enquanto o farelo de soja alcançou R$ 2.171,40 por tonelada, registrando um salto de 27,5% no período. Essa conjuntura desfavorável também impacta o setor de prestadores de serviços e parceiros comerciais do agronegócio, que podem consultar o Guia Comercial de Toledo para verificar alternativas de fornecedores locais e manutenção de estruturas.

A avicultura regional enfrenta panorama semelhante, com o custo médio do frango vivo alcançando R$ 4,96 por quilo e a remuneração ficando estagnada em R$ 4,75, resultando em uma margem negativa de 4,23% para os avicultores. Diante desse cenário desafiador para a cadeia primária do agronegócio e para a economia de Toledo — que mantém forte ligação com as indústrias integradoras —, os produtores buscam constantemente novas oportunidades de diversificação de renda e suporte institucional através de órgãos como a Prefeitura de Toledo e o suporte técnico voltado ao setor produtivo.

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