Justiça Federal torna réus 12 investigados pela queda do avião da Voepass que fazia rota entre Cascavel e Guarulhos
A Justiça Federal aceitou denúncia do MPF e tornou réus 12 integrantes da Voepass pelo acidente aéreo de agosto de 2024 em Vinhedo (SP), que envolveu voo com partida em Cascavel.

A Justiça Federal aceitou integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 12 integrantes e ex-dirigentes da companhia aérea Voepass. O caso refere-se ao trágico acidente aéreo ocorrido em agosto de 2024, na cidade de Vinhedo, no interior paulista, que resultou na morte de 62 pessoas. A aeronave executava a rota entre Cascavel, no Oeste do Paraná, e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, um trajeto de extrema relevância comercial e de conexão para passageiros de toda a região de Toledo e municípios vizinhos.
Os réus responderão perante a Justiça pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo. De acordo com as investigações conduzidas pelo MPF e corroboradas por órgãos de fiscalização, as responsabilidades não se limitam apenas às falhas mecânicas imediatas que causaram a queda, mas abrangem diretamente a cultura organizacional da empresa. O órgão ministerial apontou que a diretoria priorizava a redução de custos operacionais e a margem de lucro em detrimento da manutenção preventiva das aeronaves e da segurança dos passageiros e tripulantes.
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Entre os denunciados está o presidente da empresa, José Luiz Felício Filho, além de outros membros da alta administração e colaboradores que, segundo a acusação, compactuaram com as decisões que permitiram a decolagem do avião sob condições severas de risco. Relatórios técnicos da Polícia Federal e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já haviam apontado que o modelo ATR 72-500 operava com falhas em sistemas essenciais, como o degelo e o limpador de para-brisa, além de enfrentar alertas climáticos severos de formação de gelo ao longo da rota paranaense.
O impacto do desdobramento jurídico é acompanhado de perto por familiares das vítimas e por moradores do Oeste paranaense, que utilizam frequentemente os terminais regionais para deslocamentos ao Sudeste do país. Enquanto o processo avança na esfera federal, a comunidade também busca respaldo em serviços essenciais e suporte psicológico e jurídico. Para os cidadãos de Toledo e região que necessitam de orientações sobre direitos, documentação ou apoio profissional, a Prefeitura de Toledo mantém canais informativos em sua página oficial em Prefeitura de Toledo. A Voepass, por sua vez, declarou por meio de nota oficial que continuará colaborando com o Poder Judiciário e que a defesa de seus dirigentes se manifestará no decorrer da instrução criminal.
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