Refúgio Biológico da Itaipu assume cuidados de ovos de aves apreendidos na fronteira
Ovos de araras, papagaios e tucanos apreendidos pela Receita Federal recebem atendimento especializado no Refúgio Biológico Bela Vista, mantido pela Itaipu Binacional, com dezenas de eclosões já registradas.

A equipe técnica do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), mantido pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu, assumiu a missão de cuidar de dezenas de ovos e filhotes de aves nativas que foram apreendidos pela Receita Federal durante uma fiscalização de rotina em um ônibus de passageiros que deixava a faixa de fronteira. A ação conjunta destaca a importância da rede de proteção ambiental na região Oeste do Paraná, prestando suporte especializado a animais silvestres resgatados do tráfico ilegal.
Do total de 34 ovos retidos na operação realizada no último sábado (24), sete pertenciam a psitacídeos — grupo que engloba aves de bicos curvos como araras e papagaios — e 27 eram de ranfastídeos, família que inclui tucanos e araçaris. A eclosão dos primeiros filhotes ocorreu logo na madrugada de domingo, e o ritmo de nascimento tem exigido dedicação integral da equipe veterinária e de zootecnia do refúgio, laboratório de referência que também apoia iniciativas educacionais e de preservação comparáveis aos projetos desenvolvidos no Biopark.
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Para garantir a sobrevivência dos embriões, os ovos foram alocados em uma incubadora de alta precisão que controla rigorosamente a temperatura e a umidade. Segundo a médica veterinária do RBV, Aline Konell, os recém-nascidos são transferidos para uma Unidade de Tratamento Animal (UTA), onde permanecem por pelo menos 40 dias sob supervisão contínua. Os filhotes recebem até 11 alimentações diárias, estruturadas com dietas hiperproteicas específicas para ranfastídeos e papinhas comerciais balanceadas para os psitacídeos, conforme detalha a zootecnista Fabiana Stamm.
Além do suporte nutricional, os especialistas aplicam protocolos rigorosos para evitar o 'imprinting', que é a domesticação ou vínculo precoce com humanos, etapa fundamental caso os órgãos ambientais decidam pela futura soltura dos animais na natureza. O acompanhamento em Toledo e em toda a região Oeste reforça a necessidade de conscientização sobre o combate ao tráfico de animais silvestres, tema de constante interesse da comunidade que também busca se informar sobre o Guia Comercial de Toledo e os serviços de proteção ambiental e apoio à fauna local.
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